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A APDF exige rectificação de Reportagem à Revista "Nova Gente"05 Outubro 2004
A APDF exige rectificação de Reportagem à Revista "Nova Gente", ao abrigo do direito de resposta, conferido no Dec-Lei que reje a Lei de Imprensa.






Ex.mo Senhor
Director da Revista
“ Nova Gente”
Senhor Eduardo Marino:




A APDF, ao abrigo do Dec.Lei Nº2/99, de 13 de Janeiro de 1999, artigos nºs. 24, 25 e 26, capítulo 5 – Secção 1 da Lei de Imprensa, exercendo o seu Direito de Resposta, exige a transcrição, na Íntegra, da presente exposição, provocada por uma reportagem sobre “Fibromialgia”, com o título “Doença Reumática ou Insatisfação Crónica”(???), a qual demonstra, logo à partida, grande ignorância sobre o tema e elevada falta de profissionalismo da jornalista responsável pela mesma, Ana Vasques de Sousa.
Após breve contacto com esta Associação, foi proposto à jornalista em causa o envio da Revista APDF (que prova não a ter lido), para seu maior esclarecimento, havendo a promessa de ser feita uma entrevista, posteriormente, o que não foi feito!


Hoje, dia 01 de Outubro, pelas 21 horas, na sede desta Associação, doentes Fibromialgicos e familiares reunidos em Assembleia, aprovaram, por unanimidade, que:

É considerado extremamente Grave, Provocador, Insultuoso e Humilhante o artigo atrás referido.

A total ausência de dados muito mais importantes que os referidos e a confusão transmitida através de diversas afirmações incorrectas, apenas contribuem para que seja verídica a frase “a aceitação da doença está longe de ser pacífica”!

Nos países mais desenvolvidos e “onde a patologia tem sido discutida”, a “polémica” existente nada tem a ver com a confusão generalizada existente no nosso país. A doença está a ser Investigada, havendo apenas dúvidas sobre a Causa e respectivo acompanhamento farmacológico dos doentes, devido às diferentes respostas de caso para caso.

Está provado que a utilização de indutores do sono, relaxantes musculares, analgésicos centrais, anti-depressivos e até anti-epiléticos, em substituição dos anti-inflamatórios, são muito mais eficazes no tratamento da doença. Aliás, como em qualquer tipo de dor crónica, seja qual for a sua origem.

Não existe, em nenhum país, insistentes e cansativas conotações de uma doença com qualquer tipo de pessoas ou entidades, como se de uma “propriedade” se tratasse.

Mais grave ainda, a selecção de pessoas mal informadas e transcrição de seus conceitos, como os de José Melo Gomes, médico reumatologista, demonstrativas da maior falta de Respeito por quem sofre e total Ignorância sobre a patologia.

Já Sócrates dizia:

“Não merece o título de Sábio aquele que, em nome da Ciência, afirma existirem coisas impossíveis. Negar o que não se compreende é, acima de tudo, um Acto de Presunção!”

A Fibromialgia, composta por cinco graus de gravidade e consequente distinção do grau de incapacidade correspondente, está reconhecida Mundialmente como “Doença Crónica e Altamente Incapacitante”!

Não existem provas de que a Fibromialgia seja um problema reumático! Uma das dúvidas existentes mundialmente reside na hipótese de uma origem neurológica.

Não é um problema das articulações!
As localizações de dor máxima, generalizada, altamente incapacitante, não incluem qualquer articulação!

Não é um problema do fórum psiquiátrico! Pode, sim, muitas vezes ser necessário um acompanhamento dessa especialidade, devido às limitações, transtornos emocionais, problemas familiares e sócio económicos provocados pela doença.

Não são os “Pontos Gatilho” que, desde que não sejam pressionados, doem no doente!

NÃO É, muito menos, a consequência de uma frustração ou insatisfação social crónica, provocada por anseios de elevação social com ausência de actividade laboral, sonhos irrealistas ou desejo de atingir quaisquer tipos de regalias, sociais ou de companhias de seguros (???)!

É dito Que:
“ Maria Elisa ao assumir a doença deu força aos doentes “

Que Força? Que Doentes?

Os verdadeiros doentes não precisam de Força! Já a têm quanto baste para travar a luta diária em que vivem! Precisam, sim, de um país esclarecido, de Compreensão e Ajuda! Estes, passaram a sentir Vergonha pela desinformação, confusão e descrédito instalados!

Foi dada força, sim, aos falsos doentes, interesses económicos e oportunismos de toda a ordem!

Em nenhum país se encontra tão elevado número de pretensos “doentes fibromiálgicos”, nem a recusa do clinicamente provado por alguns elementos da classe médica!

Porquê?

Qual o interesse e de quem, em Manter e Ampliar esta situação?

Os Doentes Fibromiálgicos estão a ser vítimas de uma crescente Violência Doméstica e Social!
A APDF ACUSA a maioria da Comunicação Social que, desinformando, muito tem contribuído para esta situação!

Médicos como o apresentado na Vossa Reportagem, José Melo Gomes, só podem ser Ignorados!

Pela forma adoptada na entrevista, opiniões como a do Ex.mo Senhor Dr. Augusto Faustino, merecem ser respeitadas!

A jornalista responsável por esta Vergonha, só pode ser aconselhada a retomar os bancos da sua Escola Profissional e aprender a não se debruçar sobre algo que não domina minimamente, assim como, por exemplo, adquirir melhores e maiores conceitos de Cidadania.


O sucedido foi Grave, Muito Grave!!!


A APDF tudo fará para acabar, de vez, com os conceitos apresentados!


Pelos Verdadeiros Doentes Fibromiálgicos!

Pelo Direito à Informação!

Pelo Direito à Saúde!



Pel’A APDF



Fernanda Margarida Neves de Sá
(Presidente da Direcção)


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