Notícias
AnterioresPróximas


Comunicado enviado aos sócios06 Janeiro 2006
A APDF aguardou a passagem desta quadra natalícia, evitando assim não estragar a Paz que deveria existir no seio familiar dos nossos Doentes, na medida em que as notícias que temos para transmitir poderiam assombrar esse mesmo ambiente tão desejado para todos.

Fomos confrontados, no Encontro tido com o Senhor Ministro da Saúde no passado dia 5 de Dezembro e posteriormente pelo seu assessor Dr. Nunes Abreu com quem encetáramos negociações, com uma evidente ausência de cumprimento de todas as promessas obtidas nesse Ministério desde o início deste ano.

O anterior Governo bloqueou uma Legislação já elaborada anteriormente, correcta, objectiva e defensora dos Direitos de todos os Doentes Crónicos do nosso País. Do conhecimento desta Associação através do acompanhamento na sua elaboração, foi a mesma resultante do bom trabalho desenvolvido pela anterior Equipa do Senhor Secretário de Estado, Excelentíssimo Senhor Dr. Carlos Martins, demitido aquando Executivo do Dr. Santana Lopes.

Este actual Governo, não só destruiu a base estrutural da referida Legislação, como ousou manter a situação anterior nos mais vergonhosos itens, colocando-a ainda pior no que diz respeito aos direitos e situação dos Doentes Fibromiálgicos.

Passamos a transcrever a conclusão assinada pelo Senhor Director Geral da Saúde, tendo sido previamente elaborada no Ministério da Saúde:

“Tendo em conta os conhecimentos científicos actuais sobre esta matéria e a legislação em vigor, os Serviços da Saúde deverão observar os critérios de diagnóstico, tratamento, acompanhamento e referenciação constantes das Circulares Normativas e Informativa em referência, sendo de realçar que a fibromialgia não causa deformações ou incapacidade física permanentes e que a experiência evidencia que, em geral, o doente reformado antecipadamente devido à fibromialgia piora posteriormente por se criarem condições para uma menor actividade física e agravamento da depressão."

A APDF não pode aceitar a insultuosa forma como este Governo rejeita a incapacidade, por vezes total, resultante do agravamento do estado de saúde de todos aqueles que insistem, para sua subsistência económica e quantas vezes de familiares a seu cargo, no seu trabalho laboral, completamente inadaptado à patologia que padecem;
A APDF não pode aceitar que este Governo tenha agravado o já vergonhoso 5º ponto existente numa circular anterior, em que se reconhece a Fibromialgia como “Doença Crónica, incapacitante e muitas vezes progressiva”, não reconhecendo, contudo, a existência de Doentes, mediante o respectivo Estatuto de Doentes Crónicos;
A APDF rejeita em absoluto que a sintomatologia desta patologia possa ser agravada pela ausência de uma actividade laboral inadaptada à mesma;
A APDF rejeita em absoluto que continue a ser considerada a depressão como factor comum a estes Doentes e, mais grave ainda, “agravada”a mesma pela paragem de uma actividade laboral totalmente inviável às características da patologia;
A APDF não aceita, de forma alguma, que seja generalizada a Não necessidade de reforma antecipada;
A APDF não aceita a justificação deste Ministério, perante a qual são deturpados e ignorados os verdadeiros e actuais conceitos científicos, pelo que serão compilados diversos textos devidamente assinados por especialistas conceituados a nível mundial, assim como conclusões retiradas no último Congresso nos Estados Unidos sobre Fibromialgia em Fevereiro do corrente ano, a serem enviados para o Ministério da Saúde e divulgados para toda a Comunicação Social;
A APDF não pode aceitar, pois, que os Doentes Fibromiálgicos do nosso país continuem sem qualquer tipo de recurso, nos casos em que alguns têm que abandonar os seus postos de trabalho pela sua total incapacidade da continuidade do mesmo, atendendo ás limitações provocadas pela patologia, sem possibilidade de redução de horário, provocando desistências antecipadas e sem qualquer tipo de alternativas ou possibilidade de apoio económico estatal para medicamentos e para a sua indispensável subsistência.

A APDF muito tem feito para que toda esta situação seja alterada. A APDF acreditou nas promessas feitas nas Audiências e contactos efectuados no Ministério da Saúde.

A APDF não vai desistir da sua luta!

Para isso, está prevista uma Concentração Silenciosa frente ao Ministério da Saúde, ou para a Assembleia da República, para a qual será indispensável uma resposta absoluta e concentrada de todos os milhares de Doentes que tanto têm sofrido pela situação existente!

Infelizmente, chegou a hora em que a APDF precisa de todos Vós! Por todos NÓS! Chegou a hora de UNIÃO! Mesmo em crise, solicitamos a presença de TODOS e, para cada Doente, um familiar ou amigo de apoio. Chegou a hora de mostrarmos ao país que não existe apenas a doença. Os Doentes EXISTEM e SOFREM!!!
Chegou a hora de dizermos: CONTAMOS CONVOSCO!!! Sem a Vossa presença em FORÇA, nada mais poderemos fazer!

Um dia de sacrifício, de sofrimento, em troca de um futuro Não ignorado, Não desprezado, Não insultado, mas sim Respeitado!
O futuro a que temos Direito!!!

Mesmo que nada consigamos no sentido de qualquer tipo de alteração na Legislação esperada, uma coisa queremos garantir com a presença maciça de Doentes:

Sensibilização da classe médica e da opinião pública em geral, mostrando ao país que existem Doentes e não só a doença, assim como esta patologia provoca incapacidade e crises de elevado sofrimento! Mostrar ao país quanto nos enganaram e desprezaram uma vez mais! Mostrar ao país o quanto temos sido ignorados e desrespeitados pela classe médica pela ausência de uma cobertura legal, ausência essa justificada por alguém do anterior Governo e, pelos vistos, corroborada pelo actual, sobre o “quanto isso pesaria nos cofres do estado”!...

Não tenhamos vergonha de mostrar a nossa dor!

Para isso a APDF responsabilizar-se-á pela presença de ambulâncias do INEM, devidamente apetrechadas para possíveis situações de crise dos Doentes presentes.

Solicitamos mobilização de todos os Doentes a fim de serem conseguidos transportes e apoio através das respectivas Autarquias. Sugerimos contacto com a Associação, para qualquer ajuda ou informação nesse sentido, pelo que estará á disposição dos Doentes um contacto alternativo, a funcionar diariamente das 10h às 19horas, a partir do dia 3 de Janeiro: 226179585 ou 213158051

Para a concretização desta Jornada de Luta, aconselhamos fazerem-se acompanhar de elementos de apoio a fim do transporte de cadeiras (com costas e de lona, de preferência) e almofadas. A APDF tudo fará para que sejam conseguidos apoios vindos de firmas do sector, de forma a garantir as melhores condições possíveis para tão elevado sacrifício dos Doentes.

Mais informações sobre esta acção de luta serão fornecidas brevemente através dos contactos acima indicados.

Temos o prazer de informar que, finalmente, conseguimos a nova Sede tão esperada para continuarmos a desenvolver todo o nosso trabalho da forma eficiente que habituamos os nossos Sócios. Pedimos desculpa a todos pelos atrasos verificados de toda a ordem e dificuldade de comunicação derivada à suspensão de uma linha telefónica, assim como a paragem temporária do apoio psicológico e respectivas consultas gratuitas que vínhamos a desenvolver. Brevemente estaremos em condições para podermos informar sobre todas as questões pendentes e darmos continuidade a toda a nossa normal actividade.

Solicitamos consulta regular através da Linha Verde, através da qual iremos informando sobre o decorrer das diversas situações aqui declaradas. Relembramos que a Linha Verde tem atendimento directo de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. Fora desse horário, poderão ter acesso a todas as informações que vamos introduzindo no respectivo anúncio de apoio.

TODOS JUNTOS, conseguiremos alterar a vergonhosa e insultuosa situação ainda existente no nosso país!

Para todos, um EXCELENTE 2006!!!

Saudações Amigas,

Pel’A APDF


AnterioresPróximas

Desenvolvido por: Particula Digital