Notícias
AnterioresPróximas


Concentração silênciosa em frente ao Ministério da Saúde07 Abril 2006
Doentes exigem Reconhecimento da Sua existência!

Atendendo ao atraso verificado na resolução da problemática existente em torno do Reconhecimento Legal dos Doentes Fibromiálgicos, a APDF decide transformar o Dia Mundial Da Fibromialgia, Dia 12 de Maio, num dia de Luta, em prol da defesa dos principais direitos que ainda lhe são negados, como seja o reconhecimento da sua existência como Doentes Crónicos e Incapacitantes, de acordo com a aceitação existente a nível mundial no que concerne à patologia de que padecem. Pensamos que é altura de acabar com a aberrante situação da aceitação de uma patologia, sem a correspondente aceitação da existência de Doentes portadores da mesma.

A APDF solicitará uma Audiência para esse dia ao Senhor Ministro da Saúde, após a qual serão prestadas informações a todos os presentes.

Chegou a hora de, não só mostrarmos ao país que somos mais de 350.000 Doentes, como existimos, somos seres humanos vivos e Doentes, com todos os benefícios a que, como tal, temos Direito!!!

A APDF luta e continuará a lutar por esses Direitos!

Chegou a hora de clamar pela União, pela presença de Todos! Que cada Doente se faça acompanhar por um familiar ou amigo, a fim de lhe ser possível prestar ajuda nesta hora difícil.

Aconselhamos se façam acompanhar de uma cadeira de lona, com costas, e de uma almofada.
A APDF responsabilizar-se-á pela presença de ambulâncias do INEM, a fim de prestar cuidados a Doentes que possam entrar em situação de crise.

Uma tarde de sacrifício e dor, por uma melhor qualidade de vida!

PELO RESPEITO E DIGNIDADE A QUE TEMOS DIREITO!!!
Dia Mundial Da Saúde07 Abril 2006
Para quê mais palavras, quando a FIADC já falou por nós?

"Saúde é "silêncio dos órgãos", bem-estar geral, equilíbrio que se estende a várias áreas da vida pessoal e de relação. Doença é grito do corpo, mal-estar, desequilíbrio que se estende a todas as áreas da vida pessoal e de relação.

O sofrimento provocado por doença, a dor do ser que sofre, do "paciente", não é quantificável, mensurável, nem sequer comunicável por teorização, conceptualização ou mesmo por expressão estética. Quem sofre está sempre só perante a sua condição existencial. Mas numa época em que já ninguém compreende a doença como um fenómeno meramente fisiológico, resta-nos a hombridade de encarar a questão da única maneira porque é legítimo fazê-lo: prestar a devida atenção a quem sofre, procurando eliminar todas as causas objectivas que possam determinar o surgimento da patologia, as situações que levam ao agravamento da mesma e o desencadear dos problemas vários decorrentes da situação de doença. Tendo a preocupação ética de que quem sofre não se sinta um peso social, nem um ser desvalido, estigmatizado, apenas digno de compaixão, mas uma pessoa, de corpo ferido, mas pessoa inteira, com lugar na sociedade da qual faz parte. Que o sentir-se só na dor própria que lhe coube, não seja sinónimo de sentir-se abandonado, isolado, socialmente esquecido.

No Dia Mundial da Saúde é importante reflectir sobre o que tem o Mundo feito, no concreto, objectivamente, para que quem sofre de doença crónica, por esse mundo fora, consiga ter um mínimo de condições para sentir que vale a pena desafiar o sofrimento de cada dia que vive. Para que se comemore condignamente O Dia Mundial da Saúde."

Fonte: Federação de Instituições de Apoio a Doentes Crónicos


AnterioresPróximas

Desenvolvido por: Particula Digital