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APDF RECEBIDA NO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO DIA 12 DE MAIO13 Maio 2006



Mais uma Jornada de luta foi tentada, mais uma Jornada foi vencida!

Pela primeira vez, a APDF nunca se sentiu tão forte, com o apoio dos seus Doentes na rua, a seu lado, demonstrando em silêncio, apenas com as suas reivindicações mais prementes escritas em cartazes para que a impossibilidade da sua força e ausência da sua voz se fizesse “ouvir”!...

Depois de umas breves palavras através de uma instalação sonora, a APDF foi informada que o seu pedido teria sido ouvido e iríamos ser recebidos pelo Assessor do senhor Ministro da Saúde, Dr. Nunes Abreu.

Mais de uma hora dialogamos e tudo fizemos para que algo de concreto fosse concluído! Uma vez mais toda a realidade existente foi colocada na mesa! Ouvimos mais do que uma vez da voz do Dr. Nunes Abreu que a situação existente era muito injusta e que rapidamente algo teria que ser alterado!

Para a resolução do Enquadramento Legal dos Doentes, atendendo a que é uma situação que tem que ver com uma coragem política que infelizmente há muito sentimos não existir, tentamos algo que melhorasse minimamente a situação dos mesmos, no mais curto prazo de tempo possível.

Optamos então por sugerir, para uma primeira fase, uma solução idêntica à existente na vizinha Espanha, ou seja, haver a possibilidade de uma redução da actividade laboral, de acordo com o grau de incapacidade de cada Doente.

Para isso e atendendo á falta de esclarecimento clínico sobre esta patologia, apontada pela APDF e ainda existente num elevado número da classe médica, principalmente a forma como funcionam as Juntas médicas, foi essa realidade entendida e aceite pelo Senhor Dr. Nunes Abreu.

Foi-nos então solicitado com a maior brevidade possível uma sugestão de grupos de Clínicos a fim de serem constituídas equipas de trabalho devidamente habilitadas (e não só para a Fibromialgia), para as cinco Regiões do país, de forma a ser possível, através de uma correcta avaliação clínica, poderem ser confirmados os respectivos diagnósticos apresentados, sendo assim possível que, caso a caso, pudesse o Doente obter o seu grau real e específico de incapacidade.

Tendo sido achada caricata e de urgente resolução pelo Dr. Nunes Abreu a situação existente relativamente ao facto de existirem casos de existência de Doentes com graus declarados de incapacidade superior a 60% e serem esses mesmos Doentes obrigados a funcionar a 100% na sua actividade laboral, foi-nos prometido, perante a nossa insistência de prazos, que, antes do final do ano, tal situação seria alvo da maior atenção a fim de ser alterada.

Assim, a serem cumpridas as promessas que com tão elevada convicção nos foram prometidas sob um total acordo da injusta situação actual, mais uma vez vamos acreditar, não desviando nunca a nossa atenção ao trabalho desenvolvido.

Não queremos deixar de ressalvar e agradecer às centenas de Doentes de todo o país, que nos contactaram durante toda a última semana e principalmente durante o dia de ontem, transmitindo-nos todo o seu apoio e, com uma voz embargada de tristeza e dor, nos comunicavam que não conseguiriam estar connosco fisicamente e nos davam todo o seu apoio e cada vez mais Força para a nossa luta!


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